Os Pássaros

Apesar de serem chamados de Pássaros, esses grupos de teatro dramático-burlesco-popular nem sempre usam as aves como seu símbolo. Há notícias de pássaros como o Quati e o Javali. No interior do Estado são chamados de bichos, com mais propriedade.

O Pássaro constitui um espetáculo muito singular. É uma estranha mistura de novela, burleta e teatro de revista. Há um dramalhão absurdo com fidalgos vestidos à moda do século XVI. O Pássaro inclui cenas jocosas de matutos que nada têm a ver com o enredo e uma dança de belas jovens de 15 a 17 anos, a tremer provocantemente os seios e as ancas. Há ainda os índios, que quase sempre tentam impedir a presença do branco na mata. A riqueza da indumentária é motivo de orgulho para os organizadores dos Pássaros.

A parte principal da estória é a cena em que se tenta matar, a tiros, o Pássaro, que ora é o bicho de estimação da princesa, ora é o príncipe encantado, que a boa fada ressuscita. Uma criança encarna o animal, trazendo-o vivo ou empalhado numa gaiola na cabeça. A cada ano os Pássaros apresentam peça e músicas novas, escritas sob encomenda.

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